Desenterrar uma tradição tão antiga, e acreditar que ela pode ser eficaz nos dias de hoje, é arriscado. É preciso contar com a máxima: “ao povo basta pão e circo”.
Capítulo I - K-sol e K-lua, dia e noite em Rondônia
Jeff Canguru*
Em um reino próspero e distante, chamado Rondônia, governava um carismático tirano chamado K-sol. Ele era como o sol daquela região equatorial, que aquecia a terra, mas queimava no lombo daqueles que se expõem a ele. Mas esse imperador chegara ao fim de seu mandato, e precisava fazer o seu sucessor. Quem poderia suceder a um governante tão forte? Ele acreditava que para ocupar o seu lugar, precisava encontrar alguém sem brilho, que dependesse de sua luz, para que ele pudesse continuar a governar, mesmo que por reflexo. Foi nesse momento que apareceu K-lua, um fiel servo, uma figura sem luz própria e que dependia totalmente de K-sol para poder ser visto na terra chamada Rondônia.
Canguru
O jovem e carismático prefeito de Vilhena, José Rover, pode ainda se tornar um grande homem público, mas para isso tem que se matricular no jardim da infância da política e começar a ler os manuais. Por falta de conhecimento e noções básicas, ele deixa de observar os ensinamentos de dois príncipes – o de Machavel e O Pequeno, de Antoine de Saint-Exupéry.
Canguru Quem não se lembra da Pró-saúde, aquela empresa contratada para administrar o Hospital Regional em 1999 e 2000, pelo então prefeito Heitor Tinti Batista? Pois é, segundo informações de pessoas ligadas ao prefeito José Rover, ela está prestes a aportar em Vilhena para, novamente, tomar conta do hospital. Duas conclusões pode-se tirar com esse episódio: Heitor tem mais influência sobre Zé Rover do que supõe a população, ou não há pessoas competentes para administrar o hospital regional dentro da equipe do atual prefeito. Quero aproveitar este gancho para fazer uma breve análise da atual administração.
O mundo evolui, mas nas arenas de rodeio, a natureza humana continua a mesma
A cada período da história os conceitos se modificam e as novas descobertas são acrescentadas à vida das pessoas em todo o mundo. Porém, a evolução é lenta. O que muda é a forma de fazer as mesmas coisas. Poderíamos citar como exemplo, o que se pode ver em muitos lugares comuns, como igrejas, praças, ruas, departamentos públicos e outros. Mas vamos exemplificar falando dos rodeios de peões, nas chamadas feiras agropecuárias, que virou moda na maioria dos estados brasileiros. Ali se pode ver explicito o ditado de um imperador romano que viveu há cerca de dois mil anos: “Ai popoli bastano pane e giochi” (Ao povo basta pão e circo).